FORTALEZA NA FINAL DO CEARENSE!
- 4 de abr. de 2019
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Osvaldo - Felipe Alves e Araruna - Os nomes do jogo (Foto divulgação).
FORTALEZA NA FINAL DO CEARENSE
Iniciarei a análise pela arbitragem do Sr. Rodrigo Avelar, que se houve bem tecnicamente, contudo deixou muito a desejar em termos de disciplina. Nota oito para o primeiro quesito e quatro para o segundo e acredito que todos concordem, a não ser que tenham visto outro jogo.
Vejamos as suas principais falhas. Estimamos que a primeira tenha ocorrido aos 13 minutos do primeiro tempo em que o zagueiro pela esquerda do Guarani, o Cleberson, numa lance morto, na intermediária e sem perigo iminente de gol, entrou com violência excessiva e desproporcional sobre o Ederson.
Foi uma entrada por baixo tão violenta que o nosso atleta foi erguido do chão ou levantado, conforme diz usualmente, e o árbitro nem se quer mostrou o cartão amarelo, quando na verdade deveria ter apresentado o vermelho direto.
O mesmo jogador num lance em que o Júnior Santos de costas lutava para dominar a bola, a quem protegia com o corpo, desferiu uma patada violenta no seu queixo produzindo um golpe que se fosse com a mão seria chamado no boxe de “upper” e mais uma vez não foi sequer advertido.
Aconteceu outra jogada violenta perpetrada pelo meio-campista Pedro Henrique, que traduz exatamente a complacência do árbitro em relação à violência generalizada do time sobralense.
Presenciei analistas afirmando que foi um jogo fácil de arbitrar porque não houve violência. E o que é isso então, lembrando que fiz apenas um resumo? Será que viram o jogo?
Passemos a analisar a partida para dizer que o Fortaleza dominou integralmente, com apenas uns pequenos lampejos do Guarany em meados do segundo tempo, mas conforme frisou o Rogério, faltou intensidade, especialmente nas finalizações, que vêm sendo o pecado da equipe.
No primeiro tempo o Osvaldo abriu o marcador, placar que seria definitivo, aos 38 minutos, ao receber um lançamento em profundidade do Bruno Melo que, como se fora meia de ligação, explorou a sua velocidade.
Penetrou na área e quase na linha de fundo driblou o lateral de fora para dentro, entortando-o literalmente e praticamente sem ângulo, na saída do goleiro e quase caindo, com muita categoria chutou diagonalmente para consignar mais um golaço e se constituir no “carrasco do Guarany” nessas semifinais.
Aos 45 minutos o Júnior, que desperdiçou outras jogadas por falha na condução, fundamento no qual precisa evoluir, fez uma “jogadaça”. Esbanjando categoria driblou dois defensores, deixando o último desconcertado e chutando no canto, ensejou que o Douglas praticasse uma grande defesa.
Com a ponta dos dedos espalmou a bola chutada rasteira e com uma certa força que, caprichosamente saiu pela linha de fundo. Uma pintura de lance que, se existisse justiça no futebol, mereceria ter resultado em gol.
No segundo tempo o Guarany, que andou buscando um pouco mais o ataque, criou um lance perigoso, no qual o atacante entrou praticamente livre pela esquerda da nossa defesa, chutou forte proporcionando ao Felipe Alves a prática de uma grande defesa.
Com muita frieza, calma absoluta, destreza e um excepcional senso de colocação, ergueu o braço em posição inversa, o suficiente para desviar a bola para a linha de fundo. Uma grande defesa.
O Fortaleza passou a criar mais e, consequentemente a perder mais oportunidades. Para resumir o Tinga e o Júnior Santos, cara a cara com o goleiro, perderam a oportunidade de ampliar o marcador, desperdiçando chances que, conforme se diz no “futebolês até a minha vó fazia”.
O Osvaldo não apenas pelo gol, mais pela movimentação, se constituiu no melhor jogador em campo e até o Romarinho, que por muito pouco não fazia dois belos gols, saiu aplaudido, embora precisando conciliar o raciocínio com a habilidade técnica.
O Garrincha foi gênio porque, em que pese a excessiva individualidade, sabia o momento de trocar passes, de desconjuntar o marcador e de quebrar os sistemas defensivos.
Valeu a classificação, especialmente se considerarmos que o time tem limitações de elenco e inúmeros jogadores no estaleiro. Para não cometer injustiças o Araruna merece uma moção de aplauso, por ter atuado praticamente sozinho na contenção.
Por hoje c’est fini.





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