TOQUE DE LETRA
- 26 de dez. de 2018
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CARLINHOS BALA ROMPE O SILÊNCIO
Em 2011, na partida em que o Fortaleza precisava vencer o CRB por 4 x 0, objetivo conseguido, resultado que rebaixou o Campinense, um gesto do Carlinhos Bala, então jogador tricolor, foi muito explorado pela imprensa, como se traduzisse um comportamento escuso e reprovável, uma espécie de compra de resultado por parte do Tricolor.
Quando o placar se encontrava se encontrava em 3 x 0, o Carlinhos Bala, na comemoração do terceiro gol, apontou o dedo para a torcida tricolor simbolizando que faltava apenas um gol para que o objetivo fosse alcançado. A imprensa antitricolor explorou o fato, noticiando ostensivamente que o Carlinhos estava dando um recado ao CRB que teria vendido o resultado, tratando-se, pois de uma fraude, e de um atentado à ética, à moral e ao pudor.
O fato é que, ao que consta a TV O Povo teria disseminado, que ganhou notoriedade nacional, ao ponto de um torcedor do Ceará, à época funcionário de uma das organizadas do clube, ter adulterado um vídeo, na tentativa de incriminar o Fortaleza.
Consoante o noticiário da época, o nosso rival, na ânsia de nos ver rebaixados para a Série D, teria bancado o processo movido pelo Campinense, que buscava tomar a vaga do Fortaleza, afirmando que o resultado obtido dentro de campo pelo Tricolor havia sido manipulado.
Em julgamento no STJD o Fortaleza foi absolvido por unanimidade, ficando provado que o resultado foi conquistado dentro de campo, graças ao conhecido e decantado espírito de luta tricolor e o apoio inconteste da sua torcida.
Sete anos depois, em evento beneficente em Campina Grande o jogador Carlinhos Bala aborda o assunto sem tabus e reafirma à torcida do Campinense, peremptoriamente, que os jogadores têm honra, vergonha e profissionalismo e, acima de tudo, respeitam os adversários, que similarmente eram pais de família e que também batalhavam pelos seus objetivos e pelo pão de cada dia, razão por que jamais compactuariam com esse tipo de fraude, que seriam uma afronta aos princípios éticos e morais. Vamos às declarações:
- “Em primeiro lugar eu quero pedir desculpas à torcida do Campinense. Não aconteceu nada de mais, foi um jogo normal, mas eu queria pedir desculpa. Muita gente fala em mala, fala em cheque, mas não aconteceu nada, foi um jogo normal. “A gente sabe que do outro lado tem famílias, tem pessoas de honra e por isso a gente não ia fazer um negócio desses”.
“Mas eu peço desculpas a toda torcida do Campinense, até tentaram me trazer para cá algumas vezes e não deu certo por causa disso, mas eu posso garantir que nunca houve nada de cheque e nem nada desse tipo”.
À DEMAIN!





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