FORTALEZA: A HORA DECISIVA É AGORA
- 16 de jul. de 2018
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FORTALEZA: A HORA DECISIVA É AGORA:

Rogério Ceni preocupado com a diluição da gordura
Evidentemente que depois de mais uma derrota, e desta feita dentro de casa, a torcida do Fortaleza está frustrada e bastante desconfiada com relação ao futuro da equipe. Os argumentos de que o time ainda está na liderança, são válidos, contudo, a primeira posição está ameaçada e pode ser perdida na próxima rodada, isto se o time continuar apresentando esse desempenho que passou a gerar desconfiança em todos.
Geralmente, para analisarmos a produtividade de uma equipe e para aquilatarmos a sua tendência, se ascendente ou descendente, valemo-nos de cinco partidas, contudo, o declínio do Tricolor começou na décima rodada, há seis partidas, quando perdeu para o São Bento por 2 x 1.
A partir de então começou o declínio, haja vista que uma equipe que vinha apresentando até então uma regularidade esplendorosa, começou a oscilar, alternando bons e maus resultados, e agora, nas duas últimas etapas vem de dois tropeços, um dos quais inesperado, uma vez que em condições normais o Tricolor tinha plenas possibilidades de levar o Atlético Goianiense de vencido.
Dentro dessa alternância, na décima primeira rodada se reabilitou dentro de casa ao vencer o Brasil de Pelotas por 2 x 0, fazendo voltar o ânimo no semblante da torcida. Na décima segunda rodada voltou a perder, desta vez em casa, para o Oeste por 2 x 1, recomeçando a volubilidade.
Ressalte-se que as perdas do Fortaleza neste jogo, não aconteceram apenas no placar, visto que não contou com o Edinho, já negociado com o Atlético Mineiro e no decorrer da partida sofreu baixas consideráveis. O Gustavo, que só voltará em meados de agosto, o Marcinho que somente voltará no final deste mês e o Tinga que está retornando. Antes já havia perdido o Osvaldo.
É praticamente impossível para um time que perde de 40% a 50% dos seus jogadores titulares, passar ileso e incólume por essas perdas, de modo que esses acontecimentos explicam em parte a derrocada tricolor.
Afora isso tem enfrentado outro problema representado pelo fato de que os substitutos não estão à altura dos substituídos, especialmente o Wilson, sobre quem já podemos afirmar, sem medo de erro e após cinco rodadas, que o mesmo está muito aquém de ser a solução para o Fortaleza, em termos de gols.
Desse modo continuou a inconstância, visto que na décima terceira rodada, mais uma vez deu alento à torcida ao vencer o Paysandu por 1 x 0 fora de casa, após o que começou a derrocada, que já começa gerar apreensão.
Na décima quarta etapa perdeu para a Ponte fora de casa, por 2 x 0 e nesta décima quinta rodada, foi derrotado novamente em casa, pelo Atlético Goianiense por 1 x 0, numa derrota que aconteceu à míngua e mais precisamente pela falta de um matador, posto que pelo menos quatro chances claras de gols foram desperdiçadas.
Voltaremos a analisar esta partida, mas temos que fazer uma pergunta simples e que não quer calar: Vamos esperar pelo Gustavo e correr o risco de cair mais ainda pela absoluta falta de quem coloque a bola para dentro, ou vamos resolver a situação do comando de ataque?
Essa questão, nesse momento, se configura como o grande dilema da diretoria, para o para o qual ela tem que encontrar uma resposta rápida. Se optar por continuar apostando no Wilson e de repente ele passar a corresponder, ótimo! Questão resolvida.
O problema é se não der certo, pois a torcida, que planava por um céu de brigadeiro já começa a ficar irrequieta, tanto é que ouvimos alguns apupos no Castelão e a própria presença de pouco mais de 15 mil torcedores, atesta essa insatisfação.
Resta-nos, como analista e torcedor, pedir a Deus que ilumine a nossa diretoria para que assim possa encontrar a solução de que tanto precisamos e para que o sorriso volte a brilhar no rosto do torcedor tricolor que, de tanto sofrer nesses oito anos, já estava ficando bem acostumado e não mal acostumado como dizem, com as alegrias.
Por hoje c’est fini.





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