O FORTALEZA FOI SUPERIOR AO LONDRINA E PODERIA TER VENCIDO
- 2 de mai. de 2018
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Não fora o apagão dos primeiros dois minutos e o Fortaleza teria feito uma partida primorosa, possivelmente a melhor na Série B, nestas quatro rodadas e quiçá a mais equilibrada e eficiente do ano sob o comando do Rogério Ceni. Poderia ter sido também eficaz se não fosse os inúmeros erros de arbitragem.
Não faço apologia à violência, mas diante dos erros de ontem, não só do mediador, mas também e muito significativos dos auxiliares, posso compreender a irritação do Derley, quando defendendo o Santa Cruz deu uma peitada no árbitro Thiago Duarte Peixoto.
Os assistentes, principalmente o Baesteiro, erraram três lances de impedimento cruciais, em que os nossos atacantes ficaram na cara do gol, mormente o Gustavo, que recebendo um bom lançamento, ficou a caráter para marcar, quando o jogo estava em 1 x 1 e, se consignado o tento, fatalmente seria o da vitória.
O mediador Thiago Duarte Peixoto, deixou de assinalar uma penalidade claríssima sobre o Gustavo, além de ter anulado um gol legítimo do Derley, num lance em que, na pequena área, um dos zagueiros dava condição de jogo ao nosso atleta.
Infelizmente a grande imprensa cearense ignorou o lance e ainda foi procurar um lance em que, supostamente, teria havido penalidade contra o Tricolor. Muita parcialidade.
Quanto ao jogo o Fortaleza, aos dois minutos e meio, numa falha geral do lado esquerdo do sistema defensivo, sofreu o gol que o levou a correr atrás do resultado, numa situação que provavelmente não estava sob cogitação e nem nos seus planos.
Começou com o Bruno Melo que, de forma displicente, perdeu uma bola quase no meio de e campo. Na sequência foi cedido uma série de corners. No primeiro, se não me engano o Gustavo, colocou novamente para escanteio.
No segundo, um dos nossos defensores inadvertidamente, pôs novamente para corner uma bola que já iria sair, originando o terceiro escanteio que redundou no gol. Neste a bola foi alçada na pequena área e três dos nossos defensores, e de modo particular o Jussani, ficaram apenas olhando o centroavante cabecear, na saída do Boeck.
Alguns analistas avaliam que a bola na pequena área era do Boeck, que saiu meio vendido, como se não estivesse acreditando no desfecho do lance. Não foi seguramente uma das suas melhores saídas do gol, contudo, a zaga foi a maior culpada por não ter saído do chão e deixado o centroavante Safira, que alertei que era perigoso, cabecear livre.
O Fortaleza teve a virtude de não ter se abalado e sabido administrar a desvantagem, tanto é que passou a ter mais posse de bola e a dominar completamente as ações, atuando como se estivesse em casa e poderia ter saído vencedor se a arbitragem tivesse deixado.
Aliás, essa má vontade da arbitragem para com o Tricolor é antiga e crônica. Não custa nada a diretoria ficar atenta, isto porque o campeonato é longo e outras “falhas” podem ocorrer.
Boeck muito seguro, no meu ponto de vista não teve culpa no gol. Pablo e Bruno fizeram o feijão com arroz. O miolo da zaga esteve bem, com o Jussani se firmando cada vez mais.
O meio de campo poderia ter sido mais produtivo, visto que o Dodô e o Jean não estiveram nos seus melhores dias, no tocante à organização das jogadas. Defensivamente nenhum reparo a lhes fazer.
O Edinho e o Osvaldo, este enquanto teve fôlego, foram os melhores do Fortaleza. Média nove para o time e comissão técnica. O Rogério seguramente está no caminho certo.
Por hoje c’est fini.





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