FÁBRICA DE BOATOS MALDOSOS
- 27 de abr. de 2018
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Ontem o repórter da Rádio Assunção, que cobre o Ceará, divulgou, frisando que não era oficial, que o Derley havia sido oferecido ao Ceará, pelo seu empresário, que tem ligações intrínsecas com aquele clube.
No meu ponto de vista faltou critério ao citado profissional que, de forma deliberada ou não, plantou esse boato, aliás comportamento corriqueiro dos que apoiam o nosso rival.
Tenho o maior apreço pelos profissionais da Rádio Assunção, e nem vou citar nomes para não cometer injustiças, contudo, na pessoa do Carlos Gouveia, um radialista idôneo e de mão cheia, como se diz popularmente, homenageio a todos os componentes da equipe esportiva daquela emissora, cujos profissionais, com raríssimas exceções, são imparciais e de caráter irreprovável e irrepreensível.
Tenho que ressalvar, no entanto que, torço pelo Fortaleza desde o final de 1958, sendo testemunha ocular de que o nosso clube, no decorrer dos anos, tem sido vítima dessa espécie de jogo sujo posto em prática pelo nosso rival, independentemente do presidente em exercício.
Diria que esse tipo de postura, reprovável e repulsiva, faz parte do DNA dos dirigentes do time de Porangabuçu. Recentemente o Serginho Redes, no programa da TVC, das segundas-feiras, declarou que às vésperas de uma decisão de campeonato, não me lembro de que tenha citado o ano, mas provavelmente foi o de 1973, foi procurado pelo Dimas Filgueiras, que havia debandando para as hostes do nosso rival.
Consoante o seu relato, o Dimas Filgueiras lhe acenava com a proposta para que deixasse o Fortaleza de imediato, cuja saída, por se tratar de um dos melhores jogadores do time, indiscutivelmente causaria um abalo emocional na torcida e no elenco.
O Caiçara, treinador tricolor, tomando conhecimento, se propôs a barrar o jogador, que pediu por tudo que era sagrado para jogar, pois em face dessa proposta, que soou como uma tentativa de aliciamento, a sua honra estaria em risco e poderia ser maculada, assim como a sua credibilidade, enquanto jogador ficaria comprometida.
O Serginho, que após o campeonato, de imediato, se transferiu para o rival, atuou e foi um dos melhores jogadores em campo, contribuindo decisivamente para que o Tricolor se sagrasse campeão. Se não tiver me enganado e salvo melhor juízo esse foi o relato do jogador, que foi enfático e não pediu segredos.
Iremos ainda voltar ao assunto para abordarmos outros casos, entretanto, o que posso dizer para a Nação Tricolor, embora não tenha tido a palavra oficial da Diretoria, é que o Derley tem um contrato em vigência com o Fortaleza e que, ao que consta, é um cidadão de caráter, por vezes até muito forte.
Por hoje c’est fini.





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