FORTALEZA - BOA VITÓRIA SOBRE O GUARANI!
- 16 de abr. de 2018
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O Fortaleza fez uma boa partida contra o Guarani e poderia ter construído um placar mais dilatado se não fora a enormidade de gols perdidos. Somente para termos uma ideia, o Osvaldo perdeu dois debaixo das traves em bolas cruzadas de forma rasante, assim como o Gustavo perdeu outro nas mesmas circunstâncias, além de duas cabeçadas que não encontraram o caminho do gol.
Uma coisa é certa, só perde gols quem cria e nesse ponto o Fortaleza progrediu sensivelmente. O meio de campo apresentou mais volume de jogo, entretanto foi feito um questionamento com relação ao Jean Patrick no lugar do Felipe, posto que o entendimento geral o time perdeu velocidade na saída de bola.
O Derley mais uma vez mostrou porque valeu a pena espera-lo, vez que transmite confiança e dar muita segurança ao de campo que contou ainda com o Jean Patrick e Alan Mineiro, auxiliados pelo Edinho, que voltava para recompor o setor e, eventualmente com o Osvaldo. Mercê dessa composição tivemos um time mais criativo, que exerceu um acentuado domínio territorial e técnico sobre o oponente.
O Rogério armou o time no 4-3-3, em cujo modelo o Tinga apoiava com mais desenvoltura, enquanto o Bruno Melo, de forma discreta praticamente não passava do meio de campo sendo, por essa razão muito criticado. Alguns avaliavam que pode ser aind reflexo do pênalti perdido. Prefiro analisar como uma estratégia do treinador.
No segundo tempo o Fortaleza substituiu o Alan Mineiro pelo Dodô, ganhando um pouco mais de velocidade, uma vez que o Alan, de posse da bola produz com certa regularidade, entretanto lhe falta velocidade. O Jean, que no nosso entendimento e de parte da torcida não fez uma bola partida, foi substituído pelo Wallace e o Osvaldo, que cansou no segundo tempo, foi substituído pelo Wilson.
O Fortaleza fez o primeiro gol, numa bela jogada do Tinga, mas como se tivesse deixado de jogar, quase de imediato cedeu o empate. Na cobrança de um corner um dos atacantes do Guarani cabeceou forte, o Matheus rebateu no pé do centroavante que chutou forte para decretar o empate.
O Fortaleza seguiu pressionando e quando todos conjeturavam que a partida sairia empatada, eis que numa cobrança de falta o Gustavo, a la Rogério Ceni, ou a la Petkovic, da intermediária cobrou na gaveta, aos 49 minutos do segundo tempo, para estabelecer a vitória tricolor. Uma verdadeira pintura.
O Matheus Inácio não comprometeu, se bem que ficou a impressão de que na bola por ele espalmada, originando o escanteio a favor do Guarani que redundou no gol de empate, para alguns era defensável. Pode ser, contudo, pode ser muito preciosismo.
No miolo da zaga o Adalberto, como sempre foi um gigante, mas o Jussani não conta com a confiança da torcida, provavelmente por ser lento. Nas laterais o Tinga esteve muito bem, sendo um dos melhores jogadores em campo, mas o Bruno Melo atuou de forma discreta, pouco se aventurando a ir à linha de fundo. Quando foi levou perigo.
No setor de contenção o Derley, mostrou mais uma vez por que é o titular, mas o Jean não se houve muito bem, a torcida andou pedindo a sua substituição. O Alan Mineiro não jogou tão mal, mas lhe falta explosão. O Dodô entrou muito bem, vamos observar a próxima partida para fazermos um juízo de valores, com mais propriedade.
O Edinho foi uma das maiores figuras em campo, até porque além de atacar ainda voltava para ajudar o setor defensivo. O Gustavo lutou muito, tentou o gol, mas as bolas teimavam em não entrar, foi premiado com um gol de placa. O Osvaldo teve um excelente primeiro tempo, mas cansou, sendo substituído pelo Wilson.
Dos novatos o Dodô mostrou um bom toque de bola. O Wilson sabe o que fazer com a bola, pois tanto atua centralizado, como vindo de trás e o Wallace foi o que mais sentiu dificuldades. É rápido, insinuante, tem personalidade, mas pela sua fragilidade tem que evitar o choque. Acredito que aos poucos vá se encaixando.
O Rogério soltou mais o time, foi mais ousado e acredito que não haja motivos para críticas. No meu ponto de vista demorou apenas para substituir o Osvaldo, que cansado comprometia a marcação na primeira linha. Um outro caso de censura foi a substituição do Felipe pelo Jean Patrick. Não sei se estou sendo conservador, mas prefiro o Felipe. Nota oito e meio para o time e para o Rogério.
Por hoje c’est fini,





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