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FORTALEZA: PRONTO PARA NOVAS BATALHAS

  • 9 de abr. de 2018
  • 3 min de leitura


Perdemos um dos títulos mais importantes da nossa história, o do centenário e, como não poderia deixar de ser estou cabisbaixo, sorumbático, macambúzio e entristecido. Perdemos a oportunidade de entrar para um grupo seleto de clubes, apenas oito, que lograram a consecução desta conquista histórica.


Hoje, no entanto é outro dia. Temos que buscar a resignação e olharmos para a frente, porque outros desafios e outras conquistas virão. Perder ou ganhar faz parte da batalha diária, em que lutamos contra uma série de obstáculos que nos ameaçam a cada passo e à cada esquina e só Deus pode nos levar a caminhar por caminhos seguros.


Tenho que desistir da minha tristeza, ao passo que peço a todos os tricolores, para resistirem à essa sensação de que o mundo acabou e que, para nós não existe mais horizonte. Além do horizonte estão os nossos sonhos e sonhar, nos diz a música, é preciso, porque é o sonho que nos mantém vivos e que nos fazem seguir em frente.


É o sonho que nos leva a além do horizonte. É o sonho que nos faz acreditar num amanhã mais auspicioso, é o sonho que nos abre as portas da esperança e nos induz a acreditar que a tristeza, que não é para sempre, é apenas um estado de espírito, enquanto a alegria é um estado da alma.


Não deixei de sonhar e nem de acreditar no Fortaleza. Faço isso há 60 anos e nunca me arrependi. Olho para trás, para os sonhos que passaram, para as conquistas que não vieram, sem embargar a voz e sem inundar de tristeza o meu coração.


Os rastros deixados nessa caminhada por todos nós e, principalmente pelo Fortaleza, não são simples pegadas que se perderão ao vento, são marcas da nossa e da história tricolor.


O Fortaleza deve olhar para trás para tirar lições das derrotas e não para remoer os sofrimentos, sempre na firme convicção de que a cada tropeço há que se levantar mais forte, aplainar os caminhos e seguir em frente altaneiro. Se assim não fizesse perderia o seu Norte.


Alguém pode considerar e avaliar que esse não é o momento para divagarmos e sim para sermos mais contundentes e incisivos e que devemos de forma impiedosa caçar as bruxas e os possíveis culpados por esse insucesso.



Facílimo fazer isso, pois todos estão batendo, de forma impiedosa no treinador e em alguns jogadores que, após um fracasso dessa monta, ficam com as cabeças a prêmio e a um passo do cadafalso. Não serei eu o carrasco, não tenho essa vocação.


Prefiro olhar o cenário com serenidade, mas defendendo a premissa de que o planejamento do staff tricolor precisa ser revisto. Aliás na Administração a correção de rumos é uma das ferramentas, que se seguem à avaliação.


No jogo de ontem não podemos criticar o nosso time, posto que houve uma entrega total, mas não era o nosso dia. Perdemos um pênalti, o goleiro do adversário, fez pelo menos duas grandes defesas e também não fomos competentes na hora de colocar a bola nas redes.


No primeiro gol, após a cobrança de uma falta, a bola sobrou na direita para o Pio, que chutou de forma indefensável e só podemos reclamar do fato de ninguém tê-lo acompanhado.


Dominamos quase todo o segundo tempo e, para nossa desdita, num contra-ataque do adversário, a bola espirrou num dos nossos zagueiros e sobrou livre na esquerda para o atacante rival matar o jogo.


Na próxima sexta-feira começa uma nova etapa, muito importante e para a qual o nosso apoio é fundamental, razão por que, mesmo correndo o risco de ser criticado, não execrarei publicamente o treinador e nem o nosso elenco.


Nesse momento, como qualquer torcedor estou chorando por dentro, mas vou manter a calma e acreditar no nosso potencial, pois o desespero não nos trará o título de volta. Não estamos sem ter nada, pois mantivemos a honra, a altivez e a dignidade.


As derrotas me batem, mas não me abatem e a fé me dar a força que eu julgava não possuir. As lágrimas que rolam não meu rosto são linimentos que saram as feridas do peito e lenimentos para as dores da minha alma. Estamos prontos para novas batalhas.


Por hoje c’est fini.









Por hoje c’est fini.


 
 
 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.

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