NÃO PODEMOS ELITIZAR O FUTEBOL
- 8 de fev. de 2018
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O Fortaleza não está na Copa do Brasil, mas nem por isso a execrarei publicamente, com frases pejorativas, tais como a afirmação de que “dela participa todo bicho de orelha”. Na verdade a sua formatação pode gerar senões, contudo, a sua filosofia se reveste de suma importância, como elo de integração dos clubes do futebol brasileiro, independentemente do tamanho ou do poderio econômico.
Quem a crítica, por certo, desconhece a filosofia dos centros futebolísticos mais adiantados do mundo que, através dessas copas, buscam promover o intercâmbio entre os diversos clubes desses pais, incluindo-se o incentivo ao futebol amador. A Copa da França, por exemplo classifica dois clubes para os principais torneios da Europa e envolve na sua disputa todo o futebol francês.
Participam da Copa da França 7.422 clubes, profissionais e amadores, em jogos eliminatórios únicos, no chamado mata-mata e, não raro, o título vem sendo decidido entre equipes da primeira divisão e equipes de divisões inferiores. Além da integração dos clubes essas copas contribuem para que os diversos clubes dos países europeus tenham calendário para o ano inteiro.
Não posso entender as críticas à Copa do Brasil, oriundas de pessoas, que por motivos não mui bem explícitos, são contrárias à participação de equipes menores, por se tratar, no meu ponto de vista, de uma tentativa de dar ao torneio um status elitizado, por parte de quanto teriam que defender o futebol como um esporte popular que, na verdade, se configura como um dos poucos entretenimentos dos menos favorecidos.
Torço para que a Copa do Brasil passe a ser um torneio cada vez mais democrático e que, ao invés de 84 equipes, passe a contar com pelo menos 500 clubes, nem que para tanto, nas primeiras fases, seja adotada a regionalização.
O certo é que a CBF tem que passar a se preocupar mais com a saúde e o progresso do futebol brasileiro e não apenas com o tilintar das moedas, ou com o farfalhar das notas nos seus cofres já abarrotados, cujos lucros não são devidamente repassados aos clubes brasileiros, os quais, na sua grande maioria vivem em petição de miséria. Isso a imprensa elitista não diz.
Reportamo-nos ao campeonato para dizer que o Uniclinic venceu ontem, de virada o Guarani de Juazeiro, no Romeirão, que foi penalizado, uma vez que sofreu o segundo gol aos quarenta e oito minutos do segundo tempo e de pênalti, verdadeiro castigo para quem se encontra em situação das mais delicadas.
Em decorrência dessa vitória das mais importantes e oportunas o Uniclinic, que somava os mesmos sete pontos do Horizonte, chegou aos dez e colocou três à frente do seu principal oponente na luta por uma vaga no G-6. Dista quatro pontos do Guarani e cinco do Tiradentes, numa posição das mais confortáveis, que lhe dar tranquilidade para trabalhar sob um nível menor de pressão.
Terminada a sexta rodada o Maranguape, embora ainda não matematicamente, se encontra virtualmente rebaixado, enquanto Horizonte, Guarani e Tiradentes lutam para fugir da segunda vaga do descendo, no momento mais a caráter para o Tiradentes, que já ocupa o Z-2.
A situação fica ainda mais complicada para esses três clubes, pelo fato de que os mesmo têm paradas indigestas na próxima rodada. O Guarani receberá o Fortaleza, que precisa da vitória para garantir a classificação e a ponta da tabela, que lhe dará vantagens nas fases seguintes. Ademais, o Tricolor, que perdeu para o rival na última rodada, buscará a todo custo a reabilitação.
O Tiradentes jogará contra o Uniclinic, que precisa de mais um triunfo para encaminhar a classificação e em que pese a partida vir a ser disputada no Presidente Vargas, um campo neutro, o Águia da Precabura se configura como o favorito. Se o Tiradentes perder se afundará mais ainda na zona de degola.
O Horizonte recebe o Ceará, que vem crescendo de produção à cada rodada e que buscará a vitória, que pode deixa-lo na primeira colocação, ou mais perto dela. Não há outro resultado para o Horizonte que não seja a vitória, pouco provável, haja vista que historicamente tem sido um freguês de carteirinha do Time de Porangabuçu.
Pensamento do Dia – É fácil amar os que estão longe, mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado. (Madre Teresa de Calcutá).
Por hoje c’est fini.





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