CONTRATAR É DIFÍCIL E CONTRATAR BEM É UMA ARTE!
- 13 de dez. de 2017
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Hoje é um dia de muitas expectativas isto porque o presidente, em entrevistas e no seu perfil das redes sociais se comprometeu a divulgar os nomes de algumas boas contratações que, por certo, animariam à torcida.
Evidentemente que enquanto torcedores estamos torcendo para que o Marcelo Paz consiga cumprir a sua promessa, entretanto, como somos um tanto quanto calejados no futebol preferimos ser mais cautelosos. Já nos dizia Lizandro Rosberg que “a cautela é irmã da inteligência e aprendeu tudo com a sabedoria”.
E quando nos propomos a ser ponderados temos inúmeras razões para tanto, posto que contratar e fazê-lo bem, passa por enormes dificuldades. A primeira de ordem financeira, uma vez que os clubes do futebol brasileiro, com raríssimas e praticamente nenhuma exceção, estão sempre envolvidos com problemas financeiros que, a bem da verdade, são crônicos.
Por outro lado, a despeito desses problemas financeiros, há uma certa prevalência dos que estão mais equilibrados sobre os mais afetados, de modo que acontece, não raro, uma espécie de leilão em que o jogador, evidentemente, e na condição de profissional, se inclina sempre pela melhor proposta.
Ainda temos que levar em conta que jogadores mais qualificados ficam esperando a melhor proposta de clubes de divisões de maior visibilidade e no caso do Fortaleza, que disputará a Serie B há a concorrência de clubes da Série A, até porque todo jogador sonha com uma carreira internacional e, naquela divisão, a vitrine é maior.
Ainda há a questão do status ou do ego de cada um, visto que a maioria dos jogadores, por uma questão de vaidade, prefere ficar na Série A, mesmo ganhando menos, do que ir para uma divisão tida como inferior. Podemos fazer uma analogia com um automóvel, pois quem pode dirigir uma Ferrari não vai querer sair por aí passeando num Fusquinha. Pode doer, mas é a verdade.
Elencamos todos esses fatores par deixar patente que a missão do nosso presidente e dos que estão trabalhando na formatação do elenco, não é das mais fáceis, razão por que pedimos a compreensão da torcida e ficamos rezando para que os jogadores pretendidos se inclinem a jogar no Fortaleza, um time que tem história e tradição no futebol brasileiro.
Nesse ponto o Tricolor leva uma vantagem sobre algumas agremiações, posto que é um clube dos mais respeitados Brasil afora e, além do mais, Fortaleza é uma bela cidade e mesmo aqueles que não conhecem bem o Nordeste, se decidem por vir atuar nessas plagas pelos atrativos e possibilidades turísticas que a cidade apresenta. Esse é um dos facilitadores.
Recentemente, quando nos reportamos às contratações dos nossos concorrentes, informávamos que o Sampaio Corrêa estava contratando o Nonato, volante que se encontrava no Altos (PI) e a nossa notícia gerou uma interrogação por parte do comentarista Mardônio Filho, da Rádio Assunção que indagava se não seria o mesmo jogador revelado nas categorias de base do Fortaleza.
Fomos buscar a resposta no site do Sampaio e pinçamos a seguinte matéria: “Entre as caras novas do Sampaio, está um jovem garoto que tem na Bolívia Querida a maior chance de sua carreira. Formado nas categorias de base do Fortaleza, o volante Nonato tem apenas 21 anos, mas muitos planos com a camisa do Tricolor Maranhense”.
“O garoto cearense não esconde que está de frente para uma grande oportunidade na carreira. Mas já nos seus primeiros trabalhos no clube manda um recado cheio de vontade ao torcedor boliviano: - Vestir a camisa do Sampaio é uma grande oportunidade para qualquer atleta. E prossegue: “Um time que tem uma torcida muito apaixonada”.
Vemos, portanto, que o Nonato é mais um jogador revelado nas categorias de base do Fortaleza, e que cheio de sonhos e numa equipe que tem mais projeção do que o Altos, um time jovem que está buscando demarcar o seu território no cenário esportivo nacional, vê nessa sua contratação, a oportunidade de alavancar a sua carreira. Desejamos boa sorte ao jovem e promissor atleta.
Pensamento do Dia – Tão cegos são os homens, que chegam a gloriar-se da própria cegueira! (Santo Agostinho).
Por hoje c’est fini.





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