SE O FORTALEZA CONTRATASSE UM JOGADOR DE TIME REBAIXADO O MUNDO DESABARIA DE VEZ SOBRE A DIRETORIA.
- 6 de dez. de 2017
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O Corinthians anunciou as suas duas primeiras contratações, Renê Júnior do Bahia e Júnior Dutra do Avaí. Nada demais, especialmente se considerarmos que o Mercado começa a efervescer e será mais do que comum os grandes clubes procurarem jogadores de divisões inferiores. O que nos chama a atenção é que uma das contratações vem do Avaí, time rebaixado.
O atleta em 51 jogos neste ano fez 17 gols e se destacou pelo Avaí, despertando o interesse do Corinthians. Imaginem os senhores se essa contratação tivesse sido feita pelo Fortaleza? Com certeza a situação ficaria caótica e a diretoria passaria a ser execrada. Será que a minha tese é absurda?
A imprensa marrom-urubulina começaria a apregoar que se tratava de um refugo e a torcida, se deixando influenciar por esse tipo de opinião doentia e abominável, de imediato iria para as redes sociais e de forma impiedosa começaria a criticar com veemência a diretoria fazendo, por conseguinte, o jogo do inimigo.
São esses motivos que nos levam a pedir calma e comedimento à imensa Nação Tricolor, para que não se deixe influenciar, por esse tipo de profissional que trabalha diuturnamente para conturbar o ambiente no Fortaleza. Por que não seguir e buscar sabedoria no provérbio árabe que nos diz que: “Enquanto os cães ladram a caravana passa”.
O Fortaleza renovou com o Adalberto para a temporada de 2018, numa decisão da diretoria que agradou a torcida que vê no jogador um profissional dedicado, que encarna a velha garra e raça tricolor. Desse modo o clube passa a ter dois atletas para a quarta zaga, faltando dois zagueiros pela direita, para que fique composto esse importante compartimento defensivo. Na minha opinião o Ligger também é um jogador esforçado e raçudo.
O torcedor desejaria que o clube também renovasse com o Edimar, um atleta que iniciou mal a temporada, mas que depois foi se firmando. Tenho uma opinião formada sobre esse caso, de forma que defendo a premissa de que o Edimar seria um bom reserva, no entanto, não consigo vê-lo como titular absoluto numa Série B.
Não tenho, evidentemente, nenhuma ojeriza ao jogador, mas para defender essa tese me baseio em números, contra os quais não há argumentos. Na Série C, em 24 jogos a defesa tricolor sofreu 20 gols, apresentando uma média de 0,83 gols por partida, que reputo como elevada e incompatível com a produtividade de um time campeão. Ressalte-se que no Cearense a média foi a mesma.
Para fazermos um cotejamento com o CSA, que foi o campeão, basta que se diga que o clube em 24 jogos sofreu somente 14 gols, apresentando uma média de 0,58, compatível com a produtividade de um time campeão. Por essa razão ratifico o ponto de vista de que o Fortaleza deve procurar formar um miolo de zaga mais predicados técnicos, até porque na Série B as equipes são mais qualificadas e as exigências são infinitamente maiores.
Alguém pode retrucar que a zaga não era formada apenas pelo Edimar, no que eu redarguiria que se formos olhar mais detidamente os vídeos relativos aos gols sofridos pelo Fortaleza constataremos que a grande maioria aconteceu nas suas costas, ou pelo seu lado, exatamente pelo fato do mesmo, quase sempre não se encontrar ligado ou atento, em cima do lance e guardando a posição. Quem duvidar pesquise.
O Fortaleza, enfim, quebrou a barreira dos 13.000 sócios adimplentes e no momento em que redigia essa coluna o número era de 13.085, fazendo-nos crer que ainda hoje ultrapassaremos a marca dos 13.100. Esse é um dos caminhos mais rápidos para que o clube, que não está exatamente nadando em dinheiro, possa honrar os seus compromissos e fazer as contratações que o momento requer.
Vamos chegar aos 14.000 Nação Tricolor com a maior brevidade possível para que o planejamento do clube não venha a sofrer solução de continuidade e para que surjam os recursos de cuja falta o clube tanto se ressente. Associe-se porque essa é uma parceria vitoriosa.
Pensamento do Dia – Eu sou escravo de tudo aquilo que eu não sei. Tudo que desconheço tende a ser soberano sobre mim. (Padre Fábio de Melo).
Por hoje c’est fini.





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