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BAIXAR A CABEÇA DIANTE DE UM FRACASSO? QUE TRICOLORES SOMOS NOS?

  • 4 de abr. de 2017
  • 4 min de leitura

Iniciarei essas mal traçadas linhas falando da arbitragem que, por pouco, muito pouco, não deixou que uma verdadeira aberração acontecesse no jogo de ontem, quando de forma displicente, num primeiro momento confirmou um gol consignado em total impedimento e num lance que não suscitava nenhuma dúvida, tendo em vista que o Mota se encontrava a pelo menos dois metros adiantado, sem falar que havia dois outros jogadores também impedidos.

Após cerca de um minuto, arrependendo-se da lambança, anulou o gol, ato justo, mas que demorou muito e causou a revolta do Ferroviário. Uma coisa interessante é que mesmo o impedimento sendo aberrante, nenhum dos nossos jogadores reclamaram, o que me deixa perplexo, vez que os jogadores do Ferroviário foram mais incisivos querendo a confirmação de um ato ilícito, do que nós para anulá-lo.


Causa-me espécie também o fato do treinador do Ferroviário querer a confirmação desse gol, mesmo sabendo que se tratava de um lance irregular, tanto é que, ao que consta, no fim do jogo voltou-se contra uma repórter, por sinal da mais elevada monta, pelo fato de, segundo a sua avaliação, a mesma ter alertado a arbitragem sobre a marcação irregular. No meu ponto de vista querer s beneficiar de um ilícito é no mínimo uma grande falta de ética e de hombridade.


Quanto à vitória do Ferroviário, pelo que produziu no segundo tempo me parece justa, isto porque, mesmo perdendo, inicialmente por um a zero e depois por dois, não vi, a não ser que esteja bastante equivocado, o Fortaleza buscar o empate, ou até mesmo a vitória, com garra e determinação. Não foi, contrariando o hino, em momento algum um time aguerrido.


No primeiro tempo ainda construiu duas oportunidades reais de gol, ambas desperdiçadas, pelo Del’Amore e pelo Lúcio Flávio que, se convertidas, poderiam ter mudado o resultado da partida.


No segundo tempo o Ferroviário ganhou o jogo em cima dos nossos próprios erros e em cima da nossa inaptidão e apetência para buscar a vitória. O primeiro gol surgiu numa cobrança de falta pela esquerda, em que o zagueiro do Ferroviário cabeceou sozinho, entre o Felipe e o Del’Lamore, que se limitaram a olhar o lance, sem tirar o pé do chão. A bola penetrou no gol entre a trave e o Boeck, que até poderia ter evitado se mais ligado estivesse no lance, ou se estivesse atento à possibilidade de falha da defesa.


No segundo o Mota, logo ele! Recebeu no bico da pequena área, diante do Pablo, que foi batido com muita facilidade, em, mais uma falha. Podemos dizer que a nossa derrota, sem tirar evidentemente o mérito do adversário, foi fruto das nossas falhas, individuais e coletivas.


O Ferroviário poderia ter ampliado o marcador, se não fosse a falta de capricho de finalização, por parte dos seus avantes, ou se o Boeck não tivesse feito defesas importantes. E porque toda essa facilidade?


Primeiro em função dos erros de posicionamento da nossa zaga. Depois em razão do próprio duo de zaga ser muito lento, situação que já vínhamos alertando, ao ponto das bolas lançadas em velocidades serem sempre dos atacantes.


Por outro lado o meio de campo não teve a menor criatividade, jogando apenas para os lados, faltando alguém com mais Inteligência e capacidade para concatenar e organizar as jogadas e fazer o time jogar, o meia de ligação, ou maestro, como é comumente chamado no futebolês.


Não podemos culpar o ataque, porque este só recebeu bolas quadradas, pois afora os dois lances que citamos, a bem da verdade, não surgiu nenhum outro, que levasse perigo à defesa do Ferroviário, que jogou à vontade, especialmente o Erandir.


O Marquinhos não foi feliz nas substituições, mas no meu modo de entender não tem culpa, Isto porque já está provado que não podemos confiar a tarefa de fazer o time jogar ao Leandro Lima, que é apenas um coadjuvante e ao Rodrigo Andrade, que vem voltando de uma contusão séria. O Renatinho não disse a que entrou. Vale afirmar que o treinador não entra em campo e nem faz gols.


Não podemos, no entanto, desesperarmo-nos, achando que tudo está perdido. O jogo de domingo será decisivo e o Marquinhos terá que encontrar o ponto do doce para evitar a desclassificação do campeonato. Temos que acreditar.


Quando defendemos que nem tudo está perdido, não queremos iludir a torcida tricolor, afirmando que tudo será fácil, de modo algum, pois o Ferroviário, especialmente no segundo tempo, fez uma boa partida e deixou patente, que é um adversário brioso. O que queremos afirmar é que, enquanto tricolores, e sabendo da capacidade do nosso clube de superar as dificuldades, temos que acreditar e ser o décimo segundo jogador, nesta partida em que ao Fortaleza só interessa a vitória.


Que tricolores somos nós se fraquejamos diante do primeiro fracasso? É o primeiro fracasso de uma nova etapa em que a nossa união será fundamental. Por outro lado não adianta reclamar, dizer palavrões com a diretoria, chamá-la de incompetente e de outros adjetivos pejorativos, por que tudo será resolvido dentro de campo. Agora ou vai ou racha, ou quebra a ponta da tarraxa.


O Fortaleza somos nós e se fraquejamos ele também fraquejará, então, entre abandonar o time à sua própria sorte e incentivá-lo, prefiro, como tricolor de mais de cinco décadas e que já viu o nosso amado clube superar dificuldades ainda maiores, lutar com garra e com ele até o fim. Tirarei forças de onde não tenho, mas não o abandonarei.


Por hoje c’est fini.



 
 
 

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POR TRÁS DO BLOG
Advíncula Nobre

Advíncula Nobre, colaborava com o site Razão Tricolor e quando esse encerrou, passei a colaborar com os Leões da Caponga, que também encerrou as atividades, quando então ainda residindo em Guarabira (PB), resolvi criar o site para publicar a Coluna do Nobre, que eu já publicava no Leões da Caponga. Isso aconteceu há cerca de 11 (onze) anos. Sou formado em História pela Universidade Estadual da Paraíba, turma de 1989 e funcionário aposentado do Banco do Brasil. Torço pelo Fortaleza Esporte Clube desde Outubro de 1960 e comecei a frequentar o Estádio Presidente Vargas, na condição de menino pobre na "hora do pobre". O estádio abria 15 minutos antes do término da partida para que os menos favorecidos tivessem acesso. Foi assim que comecei a torcer pelo Fortaleza. Morei em Guarabira (PB) por 27 anos e sempre vinha assistir a jogos do meu time. Guarabira (PB) dista 85 Km de João Pessoa capital Paraíbana e 650 km de nossa cidade Fortaleza (CE). Também morei em Patos (PB), Pau dos Ferros (RN), Nova Cruz (RN) União (PI) e Teresina (PI). Também cursei Administração de Empresas e Direito, em virtude de transferências, não terminei essas duas faculdades. Era o meu emprego e o pão de cada dia ou as faculdades.

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